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Luís Sobral

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Leia a entrevista. (15/06/2014)

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Lynx - Missing LP 1976

De regresso ao Hardrock mas neste caso aos anos 70, recupero os canadianos Lynx com o seu disco de estreia "Missing" de 1976. Mesmo não sendo aquele Hardrock mais durão, directo e cru, a melodia aqui é a chave de ouro deste registo com passagens de guitarra e teclas "vestidas" a preceito para uma produção fantástica.


Numa altura em que o rock estava em "guerra" com o Punk, ter conhecimento pela imprensa de discos assim na segunda parte da década de 70 era algo cada vez mais raro no expectro editorial do Rock duro.


Tentem ouvir por exemplo o tema "Best You Ever Had" para ficarem com uma pequena ideia da qualidade deste disco A banda lançaria mais dois Longa Duração acabando a sua actividade editorial ainda antes do final da década.



Publicado por Rui Martins

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Lynch Mob LP1992

Se procuram um excelente disco recheado de "velhinho" Hardrock regenerado com riffs pesados, contagiantes e solos exímios, tão caracteristicos do inicio da década de noventa, então este bem pode ser um dos discos escolhidos. Lynch Mob é a banda de George Lynch ex-integrante dos Dokken.

Capa

Verso

Capa Interior



Disco

Publicado Por Rui Martins

domingo, 31 de agosto de 2014

Judas Priest - Redeemer Of Souls DLP2014

Depois de umas mini férias, porque não regressar com uma enorme novidade de 2014! Eis que apresento no novo disco dos Judas Priest "Redeemer Of Souls" editado a 11 de Julho do corrente ano.



Mais que um qualquer regresso que podia bem ser de "encher chouriço" arranjando-se uma boa desculpa para darem concertos e sacar uns "trocados aos fans", este novo disco é deliciosamente grandioso de encher de orgulho os seguidores de longa data da banda.  A já longa carreira dos britânicos Judas Priest é pautada com trabalhos marcantes no género e de outros (poucos) não tão grandiosos.


Mas deste "Reedemer Of Souls" podem esperar tudo a que a banda nos habituou e a sua marca de qualidade está bem espelhada, neste caso, nas espirais de um duplo disco de vinil que revela pormenores gráficos riquíssimos, só apreciados devidamente em tamanho suficientemente competente para este facto.


Publicado por Rui Martins

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Steve Khan - Blue Man 1978

Steve Khan tem uma carreia recheada de participações em projectos de renome como por exemplo George Benson, Steely Dan, Patti Austin, Billy Cohbam etc... , tudo figuras ligadas ao Jazz, ao Funk/Soul e a algum Rock.


Esta mistela decerto influenciou a sua carreira a solo e o resultado inicial dessa migração de influência espelha-se neste maravilhoso disco totalmente instrumental "Blue Man". Assente principalmente no melhor que a fusão entre Jazz e Funk tem para oferecer, as seis músicas que constituem o disco são um desfolhear de ritmos intricados que se ligam de uma forma natural e espontânea.


Eu sou admirador destes discos de "Jazz Fusion Instrumental", mas sei de quem os ache uma seca tremenda por causa da enorme exuberancia musical que os músicos tentam passar ao ouvinte. De facto, é o que Steve Khan tentou não fazer, ao pausar a música e dado-lhe espaço suficiente para esta fluir. Talvez seja por isso que este trabalho tenha sido assimilado mais rápidamente em comparação com outros do género, mas que no entanto não faz dele inferior.


Publicado por Rui Martins

domingo, 17 de agosto de 2014

Unicorn - To Many Crooks 1976

O nome da banda Unicorn é por si só um remetente para algo imaginário, mas penso que a própria capa escolhida para o disco, é a mensagem visual da banda sonora que se quer dar ao ouvinte. Não que as letras dos temas lhe sejam algo associadas, mas a sua música é sem qualquer dúvida um patamar para nos fazer pensar.


Sempre que oiço este disco pego na capa e olho-a diversas vezes, isto porque a música de "To Many Crooks" faz-me pensar, faz-me imaginar naquele campo "vazio" mas tão cheio de ideias, soluções e emoções. É uma obra reconfortante de ouvir, mas nada melancolia caso seja isso que procuram.


O fabuloso Rock/Folk/Country que os rapazes executam indica-nos uma qualquer banda dos Estados Unidos, mas não, pois estes rapazes são do Reino Unido. O produtor do disco teve uma participação no tema título, que é somente um dos mais fantásticos guitarristas de todos os tempos, David Gilmour.Mas penso que David decidiu aceitar o convite pois a própria faixa tem um certo rumo ao que ele costuma compor. Brilhante!


Publicado Por Rui Martins

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Miles Davis - Call It Anything 1970/2007

Este disco do mestre Miles Davis procede um facto muito interessante. Como podem constatar pelas fotografias, o disco tem apenas duas músicas, "Call It Anything" e "Time After Time". Por agora esqueçamos a segunda e vamos colocar o foco na primeira.

Depois de um concerto no festival da Ilha de Wight em 29 de Agosto de 1970, em que a banda de Miles Davis apenas interpretou uma música com duração a rondar os 34 minutos, este foi questionado como se chamava a música que a banda tinha acabado de interpretar. A resposta de Mr. Davis foi mais que perentória: "Call It Anything".


E foi assim que esta peça musical ficou batizada com o singular nome "Call It Anything". A ficha técnica dos músicos encolvidos é impressionante, mas contudo levanto a seguinte questão. Será que este tema foi totalmente improvisado em cima do palco ou existiu uma preparação pré concerto?


Tirem as vossas conclusões aqui:


Quanto ao segundo tema aqui presente "Time After Time", foi gravado em munique em Julho de 1988 e funciona como um bonus de tapa buracos, sem qualquer sentido depreciativo à música em questão.


Relativamente ao disco caso estejam interessados em adquirir, o som está bastante aceitável, mas a falta de informação com um incarte explicativo daquele memorável dia, podia valorizar mais a edição. O vinil é de 180gr. 

Publicado por Rui Martins

sábado, 9 de agosto de 2014

Ficções - Aqua 1992

É impressionante como a informação deste projecto português Ficções pela web é completamente nula. Este facto levanta-me uma grande preocupação: a especulação em torno deste disco por parte do mercado assim que exista um ponto de referência.

Podem questionar o porquê deste desabafo, mas acontece que nos últimos tempos tudo o que é raro e português é meramente sujeito a especulação. É certo que uns mais que outros, sendo a qualidade inerente ao registo musical ponto importante e fulcral para esse ascender de interesse por parte do mercado.


Ora bem, é exactamente o que provavelmente temos aqui. Digo provavelmente pois desconheço a aceitação em 1992 por parte do público em geral e nomeadamente a sua tiragem em número de cópias disponibilizadas.

Agora, o que não me levanta qualquer dúvida, é a qualidade da música e músicos envolvidos no projecto. Não sendo um grande conhecedor profundo da música portuguesa, sei no entanto comparar este disco com tantos de outro género e estabelecer sem dúvida uma comparação do mesmo a obras fundamentais do Jazz Português. Refiro-me a discos de António Pinho Vargas, Rao Kyao, Quinteto Maria João, Sexteto de Jazz De Lisboa etc.. .


Posto isto, o disco foi gravado em Dezembro de 1991 nos Angel Studios II, editado em 1992 com onze músicos envolvidos entre os quais se destaca um nome sonante com uma pequena participação: Mário Laginha ao piano. Mas deixar nomes de fora como Rui Luís Pereira nas guitarras, Jorge Reis no Saxofone Soprano, Yuri Daniel no Baixo ou Alexandre Frazão na Bateria, Quico nos Sintetizadores (entre outros), é um sacrilégio total dada as suas enormes capacidades artísticas. No entanto, Rui Luís Pereira é o grande capataz desta magnifica obra sendo todas as composições da sua autoria, dividindo apenas uma música com Alexandre FrazãoBravo Rui!



Espero que os apreciadores de Jazz deste país consigam encontrar eles próprios uma cópia deste disco e assim gerar-se o culto a "Aqua" que é merecedor de enorme reconhecimento.


Publicado por Rui Martins